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MAS EU QUERO!

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euquerominiA Bíblia diz: “É melhor dar do que receber”. Esta, porém, não parece ser a lógica das crianças (e cá pra nós, também não é a de muitos adultos!). Os primeiros anos de nossas vidas são marcados pelo egocentrismo. Uma firme crença de que tudo e todos existem em sua função influencia o comportamento das crianças até cerca do terceiro ano de vida e depois disso, vai se diluindo gradativamente, ou assim esperamos...

Somos uma máquina de produzir desejo. O nosso coração, por natureza, gera vontades ininterruptamente.

Do momento em que acordamos até o que vamos dormir, somos impulsionados por nossos desejos, de comer, de consumir, de ser aceito, de se entreter, de descansar.


Como adultos, aprendemos a nos controlar. Aprendemos a aceitar que não podemos ter tudo o que queremos porque há, na maior parte das vezes, um preço a ser pago para a obtenção das coisas, e ora podemos/queremos pagá-lo, ora não. Como cristãos, compreendemos que a nossa vontade nem sempre é tão boa, perfeita e agradável, como a de Deus.

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As crianças, porém, tudo o que sabem, é que querem e pronto. A resposta mais comum de uma criança pequena para uma longa e cuidadosa explicação do porquê ela não poderá ter um de seus desejos atendido, é essa: mas eu quero! Isto acontece, porque o pensamento da criança está ligado a tudo o que é concreto e imediato.


Além disso, por ser um valor, a gratidão não pode ser aprendida de maneira objetiva, mas através de experiências. Por isso, não se preocupe tanto com a falta de gratidão no seu filho, enquanto é criança. Apenas invista nas oportunidades que você tem de ensiná-lo agora, para que este valor seja, aos poucos, construído.


E quais oportunidades? É um paradoxo, mas a gratidão parece surgir em resposta à experiência da privação. Uma criança que recebe um presente todos os dias, se zanga quando isso não acontece. Em contrapartida, uma criança que não é presenteada com freqüência, quando recebe um presente, tende a sentir-se grata por ele.

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Desta maneira, embora seja difícil para nós, não podemos poupá-los sempre da frustração de não ter um anseio atendido, se é que temos a intenção de estimular o desenvolvimento de um coração grato. Tem hora de mimar, é claro. Mas privar também é educar.

 

Por Luara Cintra

 

Caju Comunicação  

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